PESADELO

Posted: sexta-feira, 31 de dezembro de 2010 by Douglas Lima in Marcadores:
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Autora: ANA PISMEL

250"




              “Há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que pode supor nossa vã filosofia”.
              Shakespeare
Nunca fui de acreditar no sobrenatural, mas o que vi hoje no jornal mudou muitas das minhas concepções sobre isso. Não costumo dar atenção ao obituário. Não consigo começar meu dia com coisas tristes. Ele já está tão difícil, para que agravar ainda mais a situação?
Foi tudo tão inesperado, eu ainda não sei se foi real ou se é só meu cérebro me pregando uma peça. Nesses últimos messes, tenho dormido pouco por causa do trabalho e do meu curso de direito. Sempre levei as coisas meio ao pé da letra, não costumava atentar para o que as entrelinhas estavam querendo me dizer. Eu tinha – e ainda tenho, acho – meu raciocínio á frente da minha visão de mundo. Porém, sempre que lembro do rosto daquela jovem, constato que deve haver algo mais do que o que somos capazes de enxergar.
Não consigo mais guardar isso só para mim, talvez contar o que aconteceu acabe me ajudando a esquecer a impressão tenebrosa que tudo me causou. 
Já faz quase um mês. Cochilei numa aula de lógica – grande ironia dos acontecimentos – pois estivera na farra na noite anterior... Nesse pequeno intervalo, tive um sonho desses que parecem os que as pessoas têm nas histórias de terror. Eu estava andando pela alameda que dava na biblioteca da Universidade. Quando comecei a subir as escadas para entrar no prédio, encontrai um rapaz. Ele estava vestindo uma camisa branca e uma calça social preta, sapatos pretos e tudo. Com certeza não era comum ver pessoas trajadas assim no campus. Ele parecia assustado, como quem procura desesperadamente por ajuda, mas não encontra ninguém.
Assim que me viu, veio correndo ao meu encontro, estava muito nervoso. Havia algo de indefinido naquela figura que, eu não sabia por que, me inspirava confiança. Pondo a mão no meu ombro, ele foi me acompanhando, entrou comigo no prédio.
- Por favor, avise a ela que logo estaremos juntos de novo... – disse o rapaz. Uma lágrima cortava seu rosto, caindo como uma gota brilhante em suas roupas.
Depois que ele disse isso, virou-se e olhou para um determinado ponto do saguão de entrada. Pude perceber que, no lugar para o qual ele olhava, havia um quadro de avisos. Olhei em volta, mas estava tudo tão estranhamente deserto, que eu comecei a me sobressaltar. Quando virei o rosto, o rapaz havia misteriosamente sumido.
O barulho de conversas e de pessoas se movimentando me acordou. A aula tinha terminado sem que eu ouvisse um rumor qualquer sobre o que se passou à minha volta. Saí da sala e tomei o caminho do ponto de ônibus me repreendendo por tamanha falta de responsabilidade. Um deslize, uma DP sequer, e meu diploma demoraria mais meio ano para sair, e tempo é dinheiro...
Era nisso que eu vinha pensando quando passei pela biblioteca. Ela ficava no caminho, não havia como não passar por ela e, pra dizer bem a verdade, eu nem queria desviar. No que um sonho sem sentido algum iria mudar minha rotina? Que coisa idiota...
Por algum motivo, que até hoje não descobri qual foi, acabei entrando no prédio. Como no sonho, não tinha ninguém por ali. E nem poderia mesmo, já passava bastante do horário de funcionamento da biblioteca. Não pude conter minha curiosidade e olhei para o tal quadro de avisos no canto direito, ao lado da porta do prédio. É... Ele realmente existia... Eu fui me afastando, distraído, pensando em como nunca tinha reparado nele antes.
Dando alguns passos para trás, sem ver direito para onde ia, só percebi em quem esbarrei depois de virar para a direção dela. Pude ver seu rosto depois de ajudá-la a recolher os livros que se espalharam pelo chão.

Fantasma em arena de futebol (Icoaraci-Belém-Pará-Brasil)

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Fantasma Real! kkkk

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Fantasma no acampamento

Posted: quarta-feira, 29 de dezembro de 2010 by Douglas Lima in Marcadores: , ,
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Um grupo de sete amigos foi acampar. Esta foto foi tirada por um dos membros.

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Mais tarde ao visualizar a fotografia, repararam na face que surge junto a um deles, assemelha-se ao fantasma de uma criança a pousar igualmente para a foto. 

A pessoa que tirou a fotografia assegura não ter visto mais ninguém no momento.

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